sábado, 16 de julho de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Soneto da Lua


Por que tens, por que tens olhos escuros
E mãos lânguidas, loucas, e sem fim
Quem és, quem és tu, não eu, e estás em mim
Impuro, como o bem que está nos puros?

Que paixão fez-te os lábios tão maduros
Num rosto como o teu criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?

Fugaz, com que direito tens-me pressa
A alma, que por ti soluça nua
E não és Tatiana e nem Teresa:

E és tão pouco a mulher que anda na rua
Vagabunda, patética e indefesa
Ó minha branca e pequenina lua!

Vinicius de Moraes

quinta-feira, 30 de junho de 2011

segunda-feira, 20 de junho de 2011

quarta-feira, 11 de maio de 2011

quinta-feira, 5 de maio de 2011

quarta-feira, 4 de maio de 2011

domingo, 1 de maio de 2011

sábado, 30 de abril de 2011

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Claudia Andujar


“Eu sempre procuro me aprofundar e chegar à essência das coisas, me posicionar diante delas, e isso acontece até dentro do meu apartamento. É uma procura constante, uma responsabilidade. Estou vivendo um momento em que tento entender a razão da vida. Acho que formalizo tudo isso também na fotografia.”
Claudia Andujar

Claudia Andujar nasceu em Neuchâtel, Suíça, em 1931. Vivenciou a Segunda Guerra Mundial, perdeu o pai e familiares em campos de concentração na Hungria. Fugiu com sua mãe para os Estados Unidos e, em 1955, mudou-se para o Brasil.
Documentou os índios Carajás, o que a levou a seguir carreira de fotojornalista. Trabalhou em algumas revistas como “Setenta”, “No Olhar” e “Realidade”, onde teve a oportunidade de trabalhar com os Ianomâmis.
Na década de 1970, intrigada com o modo de vida desse povo, abandonou sua carreira e passou a viver por longos períodos com estes índios.
Claudia testemunhou a construção da estrada transcontinental, a devastação de aldeias e o impacto cultural que esta causou. Presenciou, também, a epidemia de sarampo que se instalou sobre eles, fazendo com que aldeias inteiras sucumbissem à doença.
Nos anos 1980 vivenciou a invasão de milhares de mineiros ilegais que trouxeram com eles mais epidemias, dentre elas a malária, causando a morte de cerca de 20% da população Ianomâmi entre 1980 e 1990.
Ajudou a criar a Comissão para a Criação do Parque Ianomâmi, da Comissão Pró-Ianomâmi, que somente após quinze anos de campanha conseguiu com que o governo demarcasse mais de 96 mil km2 de terras que seriam destinadas à proteção e ao uso pelos índios.
Seu trabalho ajudou a divulgar a devastação trazida pelos estrangeiros, os conflitos entre índios e garimpeiros, a luta por reconhecimento e demarcação de terras, sempre com um olhar humanista e poético.